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O que o PIB do ano passado projeta para a economia do país ao longo de 2024

Um resultado trimestral de 0% de crescimento indica uma grande preocupação com a economia brasileira. Parece que o plano de ação do atual governo, que coloca o Estado como o principal agente para impulsionar a economia, não está gerando resultados favoráveis. Ao contrário do ano passado, quando o país encerrou 2023 dentro da meta e das projeções feitas pelo mercado, alcançando um crescimento de cerca de 3%.

São seis meses seguidos sem bons números quando se trata do avanço das atividades econômicas. O que devemos observar e nos preocupar daqui para frente? Quando há uma estagnação na produção e na demanda de serviços, podemos esperar efeitos sobre a taxa de juros, implicações nas vagas de emprego, aumento da inflação e complicações com a renda, principalmente para a classe mais afetada pela estagnação do crescimento do país: os mais pobres.

O Agro é Pop
Apesar das críticas recebidas pelo atual governo, o agronegócio mais uma vez se destacou em 2023, registrando um crescimento de 15,1% no ano. É importante ressaltar que enfrentamos várias adversidades climáticas no sul e no norte do país, o que impediu que esse número fosse ainda mais alto.

As perguntas que surgem são: Como o agronegócio contribuirá para manter os resultados de dois dígitos do ano passado? Será ele o principal responsável pelos resultados do governo em 2024?

Acredita-se que nesse ano não teremos essa ajuda devido aos preços altos e ainda mais problemas com a previsão do tempo, ainda mais tendo em vista que, ao longo do anos que observamos, é sempre muito difícil entregar um resultado acima de 2 dígitos em qualquer setor da economia brasileira.

Impacto na Taxa de Juros
Recentemente, o Banco Central reduziu a taxa de juros em meio ponto percentual, chegando a 10,75% ao ano. A tendência é que essa taxa diminua ainda mais, já que a inflação parece estar controlada, pelo menos por enquanto. Com o acesso ao crédito mais barato, é provável que as famílias aumentem seus gastos, impulsionando a economia. Isso pode manter o consumo médio da população, que se manteve estável em 3,1% no quarto trimestre de 2023.

Apesar de o Brasil ainda ter uma das taxas de juros mais altas do mundo, essa redução é um remédio eficaz para manter a inflação sob controle. Após um ano de 2023 em que o governo precisou aumentar os impostos para cumprir as metas e ainda não demonstra preocupação com os gastos, podemos esperar que 2024 traga ainda mais desafios.

Serão Apenas Notícias Preocupantes?
Há sinais desalentadores de um lado, mas do outro surgem as esperanças. A FBCF (Formação Bruta de Capital Fixo), por exemplo, não tinha visto o lado positivo desde o último trimestre de 2022, quando registrou uma queda de 1,6%. Este indicador representa a poupança das empresas para investimentos futuros. Consequentemente, é comum ouvir que a FBCF de hoje é o PIB de amanhã. E os números seguiam uma trajetória descendente: -3% no primeiro trimestre, -0,2% no segundo e -2,2% no terceiro. No fechamento do ano, embora modesto, o aumento de 0,9% não evita uma redução de 3% no acumulado anual. No entanto, interrompe um ciclo de cinco trimestres negativos e traz alguma animação para certas análises prospectivas.

Muitas Perguntas e Um Ano Desafiador
Há muitas perguntas em aberto para 2024. Será que veremos novamente aumentos nas taxas e uma preocupação crescente com os índices inflacionários? A previsão do tempo beneficiará o agronegócio este ano? Devemos aguardar os resultados do primeiro trimestre para entender para onde a economia do país está caminhando e se podemos realmente esperar por taxas de juros mais baixas, maior confiança na atividade econômica, entrada de capital estrangeiro e um ambiente favorável aos negócios.

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